O Inter ganhou do Grêmio nos pênaltis, em pleno Olímpico Monumental da Azenha, e comemorou o carnaval sambando em propriedade alheia.
Renan pegou algumas bolas (3 se não me falha a memória, como costuma falhar o goleiro) para tentar se redimir do frango que engoliu no 2 a 3 gremista. Damião (nosso grande craque) perdeu um pênalti e fez duas cagadas, uma entre os dez e vinte do segundo tempo, quando enfiou um balão pra deus, ou o arco-íris, ou seja lá quem estivesse naquele ponto do céu; outra, quando, na metade do segundo tempo, tocou uma bola mascada pro Oscar que tava na frente do gol e tinha conseguido se desmarcar. Tudo dentro da normalidade colorada.
Mas antes disso, o tricolor da azenha saiu ganhando de 1 a 0 (4 a 2, contando com o 3 a 2 do último domingo), jogava melhor, atacava mais e não dava espaço pro Inter chegar. Foi quando se ouviu o grito de olé dos quarenta mil gremistas que tentavam, e conseguiam, calar a torcida menor. E o Grêmio cometeu seu pecado maior, a Vaidade.
Achando ótimo o 1 a 0 contra o maior rival em mansão própria (porque de casa não se pode chamar o gaboso monumento ao olimpo), o Grêmio relaxou e o Inter aproveitou.
Mas antes disso, antes ainda do jogo começar, o Falcão armou um esquema 5 4 1, próprio pra sair perdendo do um a zero acima mencionado. Pra que jogar com três zegueiros, se tu sabe que assim só se toma é gol? Porque o Falcão é colorado, e quem é colorado sabe que não dá pra sair ganhando o jogo (vide Peñarol, e até mesmo o último grenal, bem como toda a história pregressa do time da beira do rio). Melhor mesmo é sair perdendo pra não cometer a rata da Soberba (segundo maior pecado tricolor).
O fato é que os muitos gols e a indecisão do resultado dessa decisão de Gauchão engrandeceram o jogo e o próprio ato futebolístico. Tivemos 270 minutos de grenal, divididos em 3 domingos com 12 gols no tempo regulamentar e incontáveis gols de pênalti (contáveis sim, se eu ganhasse dinheiro pra escrever aqui e não o fizesse por pura diversão, ou mesmo alegria, essas coisas que acontecem quando o time da gente ganha e a gente não sabe nomear nem explicar).
Pelo que eu vi, da arbitragem não se pôde reclamar. A bola rolou, o inter tomou cartão, ninguém foi expulso, o Vitor fez mesmo um pênalti no Zé Roberto, teve três minutos de acréscimo, tudo normal. O que ninguém explica é o encarnado da bola (para os leitores mais jovens, encarnado é o mesmo que vermelho). Quem deixou pintarem de vermelho a bola do jogo na casa (ops, palácio) do Grêmio? É muita falta de sacanagem. Os gremistas terão razão ao reclamar. Renato Gaúcho, quando voltar da viagem com a filha, há de falar alguma coisa.
Mas, com isso se encerra o Gauchão deste ano, teremos que nos contentar com uns dez meses (parece mais, embora seja menos) do campeonato vai-e-volta brasileiro. Aquela coisa chata de pontos corridos, jogos do Curintian na televisão, enfim, semana que vem a gente mata a saudade. Ninguém mandou morrer junto e abraçado na Libertadores, outro campeonato meio chato (embora seja uma copa) que só atiça a formação de tais pecados nas, antigamente humildes, cabeças dos torcedores multicores portoalegrenses.
Depois de hoje? Tô me guardando é pra quando o carnaval chegar...
Renan pegou algumas bolas (3 se não me falha a memória, como costuma falhar o goleiro) para tentar se redimir do frango que engoliu no 2 a 3 gremista. Damião (nosso grande craque) perdeu um pênalti e fez duas cagadas, uma entre os dez e vinte do segundo tempo, quando enfiou um balão pra deus, ou o arco-íris, ou seja lá quem estivesse naquele ponto do céu; outra, quando, na metade do segundo tempo, tocou uma bola mascada pro Oscar que tava na frente do gol e tinha conseguido se desmarcar. Tudo dentro da normalidade colorada.
Mas antes disso, o tricolor da azenha saiu ganhando de 1 a 0 (4 a 2, contando com o 3 a 2 do último domingo), jogava melhor, atacava mais e não dava espaço pro Inter chegar. Foi quando se ouviu o grito de olé dos quarenta mil gremistas que tentavam, e conseguiam, calar a torcida menor. E o Grêmio cometeu seu pecado maior, a Vaidade.
Achando ótimo o 1 a 0 contra o maior rival em mansão própria (porque de casa não se pode chamar o gaboso monumento ao olimpo), o Grêmio relaxou e o Inter aproveitou.
Mas antes disso, antes ainda do jogo começar, o Falcão armou um esquema 5 4 1, próprio pra sair perdendo do um a zero acima mencionado. Pra que jogar com três zegueiros, se tu sabe que assim só se toma é gol? Porque o Falcão é colorado, e quem é colorado sabe que não dá pra sair ganhando o jogo (vide Peñarol, e até mesmo o último grenal, bem como toda a história pregressa do time da beira do rio). Melhor mesmo é sair perdendo pra não cometer a rata da Soberba (segundo maior pecado tricolor).
O fato é que os muitos gols e a indecisão do resultado dessa decisão de Gauchão engrandeceram o jogo e o próprio ato futebolístico. Tivemos 270 minutos de grenal, divididos em 3 domingos com 12 gols no tempo regulamentar e incontáveis gols de pênalti (contáveis sim, se eu ganhasse dinheiro pra escrever aqui e não o fizesse por pura diversão, ou mesmo alegria, essas coisas que acontecem quando o time da gente ganha e a gente não sabe nomear nem explicar).
Pelo que eu vi, da arbitragem não se pôde reclamar. A bola rolou, o inter tomou cartão, ninguém foi expulso, o Vitor fez mesmo um pênalti no Zé Roberto, teve três minutos de acréscimo, tudo normal. O que ninguém explica é o encarnado da bola (para os leitores mais jovens, encarnado é o mesmo que vermelho). Quem deixou pintarem de vermelho a bola do jogo na casa (ops, palácio) do Grêmio? É muita falta de sacanagem. Os gremistas terão razão ao reclamar. Renato Gaúcho, quando voltar da viagem com a filha, há de falar alguma coisa.
Mas, com isso se encerra o Gauchão deste ano, teremos que nos contentar com uns dez meses (parece mais, embora seja menos) do campeonato vai-e-volta brasileiro. Aquela coisa chata de pontos corridos, jogos do Curintian na televisão, enfim, semana que vem a gente mata a saudade. Ninguém mandou morrer junto e abraçado na Libertadores, outro campeonato meio chato (embora seja uma copa) que só atiça a formação de tais pecados nas, antigamente humildes, cabeças dos torcedores multicores portoalegrenses.
Depois de hoje? Tô me guardando é pra quando o carnaval chegar...
É verdade. Parabéns pela vitória, companheira colorada, e bemvinda ao blogue.
ResponderExcluirControle da vaidade e da soberba.. Pra alguma coisa tinha que servir aquele cursinho com o Mazembe que o inter foi fazer lá em Dubai.
Não?!