13 de abr. de 2011

Fofoca

Mais do que bola na rede, na trave, na grama e na placa de publicidade, futebol é fofoca. 
São poucos os jogos que a galera vê. Se não pagar tv fechada, a gente vê no máximo dois jogos por semana, geralmente do Flamengo do Rio ou do Corinthians de São Paulo. Tudo bem, ninguém manda gostar de futebol e morar num país onde os clubes menos abençoados pelo poder não se importam em ganhar menos e aparecer menos ainda. Mas pra que escrever sobre essa bobagem?
Por causa da coceira nos dedos. Em vez de tamborilar com as unhas sobre uma superfície plástica ou madêirica, é mais divertido escrever. Escreve-se sobre futebol porque é um assunto inesgotável. Fofoca atrás de fofoca.
E todo mundo tem opinião sobre futebol. O Adriano, por exemplo, merece ou não um dia de folga por semana para encher o cutuvelo de trago? 
Você, amigo dono de casa, e você, amiga gerente pró-ativa de marketing, o que acham da tática de contratar um grande ídolo da torcida para evitar gritos de "burro" e ameaças de morte quando o time vai mal, conforme fez o Grêmio com Renato "Carioca" "Portaluppi" Gaúcho e o Inter, com Paulo Roberto "Pois é, Galvão" Falcão?
E o Ronaldo "Não comi o traveco" Nazário, hein? Você é a favor ou contra ele agenciar jogadores como Ganso e Neymar, para ajudá-los a sair do país do futebol, o que lhes daria oficialmente o diploma de craque, sem o qual jogador nenhum pode virar um babaca completo?
E esse trânsito aí fora? Como é que vai ter Copa do Mundo com um trânsito desses? Sem falar nos mendigos e demais problemas que atravancam o caminho das Otoridade, que passarão, sim, mas nós, viu, dificilmente passarinho.

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