23 de mai. de 2011

Balanço da Primeira Rodada

Hoje é dia mundial da tartaruga. Tem café na térmica que foi recém passado ontem de noite. É só esquentar e aproveitar o meio dia. Fumo os dedos todos. Dá uma carteira por dia e já não tenho mais idade para isso. Tá dando na tevê um show do caetano veloso com a maria gadú. cantavam o leaozinho e agora estão tocando o trem das onze. Vai sair em dvd e já não tenho mais idade para isso. Gostaria que o mês acabasse e entrasse algum dinheiro. que esse sim, acabou já faz tempo. As coisas acabam, ué. O que se há de fazer? Por isso é que to aqui tossindo baixo, espirrando pra dentro, só na minha, curtindo de mansinho esse dia da tartaruga. Aliás é uma pena não estar na companhia dos amigos, comemorando tanto tudo isso. Dois e setenta o bus nessa cidade em que tudo é longe e frio e cinza. O café que havia na primeira linha também já acabou, e vamo combinar que acordar e beber café requentado não é a mesma coisa do que bebê-lo com aquele cheirinho de recém passado. A vó do zé dizia:"quando a pobreza entra pela porta, o amor escapa pela janela, minha filha." E o que se há de fazer? Gostaria de ter duzentão para pagar uma puta, dessas com mestrado em esquizoanálise, e falar em sessão sobre esse meu probleminha envolvendo cafés e pobrezas. Assim, penso eu, diminuiria o risco d'eu ficar entupindo o blogue e os penicos do apartamento com este monte de merda. Falando em monte, o maior público desta primeira rodada do brasileirão foi no jogo gremio e corinthianz. Quinze mil torcedores, entre retardados e mazoquistas, compareceram ao olímpico para assistir a terceira derrota seguida do carrossel tricolor dentro de casa. Já na vila belmiro, somando os gandulas e jornalistas que trabalhavam na beira do campo, o público que assistiu o inter empatar com o Santos B não chegou a quatro mil pessoas. Deprimente. Digo, emocionante! Baita campeonato. Mas não mudemos de assunto, caro telespectador. E nem aumentemos o tom do debate. O que dizíamos é que hoje é o dia da tartaruga. Dia Mundial da Tartaruga. Cante como puder.

22 de mai. de 2011

Correndo e fumando

Hoje fui comprar cigarro (não fume: chupe o dedo) do outro lado da rua e não fui quase atropelado. Em geral, pelo menos uma buzinada eu trago de volta pra casa, nessas investidas pelo mundo real, mas hoje não. Pensei: é domingo, os portoalegrenses foram pra praia. Mas não, era uma maratona, com milhares de não-fumantes, evento que mobilizou 550 mil agentes de trânsito para trancar ruas e salvar as vidas que mediocrizamos passando a tarde de domingo vendo o Botafogo e o Palmeiras começarem sua trajetória na direção do rebaixamento.
A tal maratona foi vencida pelo João Gari, torcedor do Cruzeiro, que perdeu para o Figueirense, e pela Antônia Bernadete, torcedora ou do Ceará, que perdeu para o Vasco ontem, ou do Fortaleza, que só jogará a Série C, ou do Ferroviário, coitada.
No más, destaque para o Jaime Maria da Rocha, que veio de Caxias (dá-lhe grená!) correndo para participar da maratona. Fez 140km em quinze horas. Depois, na hora da maratona, estava cansado e não participou. Ficou vendo um dos times dele, a matriz, perder em casa para o Corinthians de São Paulo. A filial está na Série D e só joga em agosto. Se ele correr, ainda consegue chegar no Amapá a tempo de ver o Trem enfrentando o Juventude.
Maratona é esse Brasileirão de estádios vazios e pangarés trotando com medo da bola. Haja fôlego pra aturar. O jeito é acender um cigarro e esperar pelos jogos decisivos. Depois logo chega o fim do ano, os grilos fazem cri-cri, Papai Noel volta às vitrines, João, Antônia e Jaime correm a São Silvestre e eu corro pro outro lado da rua pra comprar mais cigarro, se não tiver sido atropelado, ou virado maratonista antes.

19 de mai. de 2011

Nasce torcedora do Caxias

Conforme publicado no site oficial, o Caxias tem mais uma torcedora. Ela se chama Luiza e é filha da Jamila e do Graciano, férteis torcedores grenás. Se o bullying familiar der certo, a menina crescerá sofrendo e aprendendo a, se não amar, pelo menos curtir o Caxias.
O perigo é a guria crescer, se apaixonar por um papagaio e virar juventúdica. Ou ignorar os clubes citadinos (talvez por ter sido forçada a usar as cores de um) e ir chorar pelo Grêmio, ou pelo Inter, ou pelo Flamengo, que é aquele time que a galeralienada escolhe quando precisa escolher algum. Mas parabéns. E obrigado por reproduzir a espécie.


18 de mai. de 2011

chupa

Nesta quarta-feira, 18 de maio de 2011, a enquete é a seguinte: O que chuparão as maiores torcidas brasileiras enquanto Ceará, Coritiba, Avaí e Vaischco disputarão as semi-finais da copa do brasil? E ainda, o que chuparão os atletas dos clubes brazucas eliminados, enquanto Neymar arrebenta a boca do balão em jogo de volta do Santos pelas quartas de final da Libertadores da América? Fui às ruas imaginárias e realizei a enquete com alguns personagens que habitam em minha cabeça. O resultado foi que, os mais saudosistas acham que saopaulinos e cia devem chupar o dedão, tanto faz do pé ou da mão, o que estiver mais salgadinho. Os mais ofensivos acreditam que os torcedores multicores portoalegrenses e o escambau devem mais é chupar um prego enquanto acompanham o Diego Souza cruzar bolas na área procurando a cabeça do Alecsandro. Tem também aqueles mais oportunistas que acham que cruzeirenses, corinthianos e demais devem aproveitar para chupar o que realmente gostam de chupar nas horas vagas: sacolés, picolés, pirulitos, puxapuxas, enfim, qualquer coisa de aspecto cilíndrico, pontiagudo e fálico. E teve, inclusive, quem opinasse que flamenguistas e derivados deveriam aproveitar uma noite dessas para conferir o capítulo da novela das nove chupando uma manga...ou uma manguaça, não lembro direito o que me disse aquele exaltado senhor de barba xadrez.

Eu chupo, tu chupas, eles chupam e a xuxa xupa.


Abraço, amigos.

Ps. Tá começando Porto vs Braga, pela final da Liga Europa 2011. O Porto é o favorito, mas tem uma meia dúzia de brasileiros que é titular nessa equipe do Braga. Se algum prestar, Caxias e Grêmio entram na briga para a contratação do jogador. O Inter não, pois já acertou com um novo Gilberto, atacante, canhoto, veloz, responsável pela invejável campanha do vozão na copa brasil.



16 de mai. de 2011

Deus Grana invencível

A enquete sobre o fim do futebol teve 6 (seis!) votos. A maioria acha que o que vai acabar com o futebol é o Deus Grana (uma nota nova! De cem!). Reparem que em cada notinha de real está escrito "Deus seja louvado", não obstante venha no verso a assinatura do  representante do Diabo no Brasil, que muda de quando em quando, conforme seu valiosíssimo voto nas eleições. Você não pode confirmar, mas nas barras de ouro e naquela tarja preta do cartão de crédito também estão gravadas rezas e louvores ao Senhor. Graças! 
Então, é o Ele que vai acabar com o futebol, e não seu filho bastardo, que negou as recentes especulações de que voltaria à Terra para ser enforcado em nome dos ignorantes. Se ainda houvesse crucificações,  porém, ele deu a entender que poderia pensar no assunto.

Fim do primeiro semestre

Acabou, finalmente, o Gauchão, primeiro campeonato com cobertura completa deste blog (lembram de Ypiranga x Porto Alegre, naquela segunda-feira, às onze da manhã? Estávamos lá, com chuva e tudo). Agora vem o Brasileirão (aquele sonífero que passa na tv depois que acaba a novela e o Big Brother) e prometemos nos esforçar para fazer piadas sobre ele (se o Renan continuar jogando, nossa vida será facilitada).
Ei, Inter, no Brasileiro não tem decisão por pênaltis!
Quanto ao Grêmio, não é colocando morto em campo que se prova a imortalidade.
Garantimos, isso sim, tudo sobre a Série C. Sobre a Série D, falaremos se o Juventude for eliminado. Se for bem, nos calaremos.

Para o segundo semestre, acertamos a contratação de uma comentarista. Belo reforço. Ela é colorada (como ficou provado ontem, quando ela escreveu este texto), o que equilibra as posições do blog, já que o Pablo é gremista, eu sou grená e o Augusto é o representante do futebol internacional, mais especificamente o que é jogado de mullets e faixinha na testa. 

Pra dupla grenal, falando sério, título de novo só o Gauchão 2012. Seben que o Inter tem ainda a Recopa (se você considera isso um "título"), onde jogará contra o Independiente. Brasileiro, conforme indica a enquete aí do lado, é coisa pra paulistano.

15 de mai. de 2011

Pra co-mentar /memorar a vitória colorada

O Inter ganhou do Grêmio nos pênaltis, em pleno Olímpico Monumental da Azenha, e comemorou o carnaval sambando em propriedade alheia.
Renan pegou algumas bolas (3 se não me falha a memória, como costuma falhar o goleiro) para tentar se redimir do frango que engoliu no 2 a 3 gremista. Damião (nosso grande craque) perdeu um pênalti e fez duas cagadas, uma entre os dez e vinte do segundo tempo, quando enfiou um balão pra deus, ou o arco-íris, ou seja lá quem estivesse naquele ponto do céu; outra, quando, na metade do segundo tempo, tocou uma bola mascada pro Oscar que tava na frente do gol e tinha conseguido se desmarcar. Tudo dentro da normalidade colorada.
Mas antes disso, o tricolor da azenha saiu ganhando de 1 a 0 (4 a 2, contando com o 3 a 2 do último domingo), jogava melhor, atacava mais e não dava espaço pro Inter chegar. Foi quando se ouviu o grito de olé dos quarenta mil gremistas que tentavam, e conseguiam, calar a torcida menor. E o Grêmio cometeu seu pecado maior, a Vaidade.
Achando ótimo o 1 a 0 contra o maior rival em mansão própria (porque de casa não se pode chamar o gaboso monumento ao olimpo), o Grêmio relaxou e o Inter aproveitou.
Mas antes disso, antes ainda do jogo começar, o Falcão armou um esquema 5 4 1, próprio pra sair perdendo do um a zero
acima mencionado. Pra que jogar com três zegueiros, se tu sabe que assim só se toma é gol? Porque o Falcão é colorado, e quem é colorado sabe que não dá pra sair ganhando o jogo (vide Peñarol, e até mesmo o último grenal, bem como toda a história pregressa do time da beira do rio). Melhor mesmo é sair perdendo pra não cometer a rata da Soberba (segundo maior pecado tricolor).
O fato é que os muitos gols e a indecisão do resultado dessa decisão de Gauchão engrandeceram o jogo e o próprio ato futebolístico. Tivemos 270 minutos de grenal, divididos em 3 domingos com 12 gols no tempo regulamentar e incontáveis gols de pênalti (contáveis sim, se eu ganhasse dinheiro pra escrever aqui e não o fizesse por pura diversão, ou mesmo alegria, essas coisas que acontecem quando o time da gente ganha e a gente não sabe nomear nem explicar).
Pelo que eu vi, da arbitragem não se pôde reclamar. A bola rolou, o inter tomou cartão, ninguém foi expulso, o Vitor fez mesmo um pênalti no Zé Roberto, teve três minutos de acréscimo, tudo normal. O que ninguém explica é o encarnado da bola (para os leitores mais jovens, encarnado é o mesmo que vermelho). Quem deixou pintarem de vermelho a bola do jogo na casa (ops, palácio) do Grêmio? É muita falta de sacanagem. Os gremistas terão razão ao reclamar. Renato Gaúcho, quando voltar da viagem com a filha, há de falar alguma coisa.
Mas, com isso se encerra o Gauchão deste ano, teremos que nos contentar com uns dez meses (parece mais, embora seja menos) do campeonato vai-e-volta brasileiro. Aquela coisa chata de pontos corridos, jogos do Curintian na televisão, enfim, semana que vem a gente mata a saudade. Ninguém mandou morrer junto e abraçado na Libertadores, outro campeonato meio chato (embora seja uma copa) que só atiça a formação de tais pecados nas, antigamente humildes, cabeças dos torcedores multicores portoalegrenses.
Depois de hoje? Tô me guardando é pra quando o carnaval chegar...

13 de mai. de 2011

Sexta treze

Ah, hoje é sexta-feira 13, dia de vender a alma pro diabo. Se estiver a fim, vá a uma encruzilhada precisamente à meia noite. E tome cuidado com os impostores: o diabo mesmo usa terno e comanda certa grande entidade futebolística nacional.

Se aboliram a escravidão, por que hoje não é feriado?

Semi-finais da Copa do Brasil definidas: Ceará x Coritiba; Vasco x Avaí.
O Coritiba é o favorito, por ter batido o Caxias nas oitavas. 
Ontem, no Hawaii, o time de Rogério, Rivaldo e Rhodolfo tomou 3 x 1 de virada para o time do Silas. Rivaldo, 47 anos em julho próximo, ficou brabinho porque o Carpegiani sabe que o Lucas, 16 anos em fevereiro último, joga muito mais que o ex-jogador.
Ei, Rivaldo, vai virar comentarista.
No fim da partida, o Rogério fez uma ceni e declarou que queria enfiar a cabeça em um buraco. Um ex-repórter, experiente, questionou-o sobre a natureza do tal buraco, mas o em breve ex-goleiro não ouviu e foi para o vestiário rezar com os colegas.
No outro jogo, provavelmente chato, Vasco e Atlético PR empataram em 1 x 1.

Atenção: o Todo Poderoso vem aí!

Inter e Grêmio negam que vão fazer amistosos contra o Todo Poderoso Mazembe. O Coritiba, que não é cagão, declarou-se disposto a um enfrentamento. O Cruzeiro também, desde que o Cuca possa ficar na beira do campo com um taco de beisebol (ou “bola base”, como prefere o PCdoB, sempre de guarda anti-americanismos).
O Caxias, naturalmente, que está de férias até julho, também está disponível.
O Corinthians de São Paulo, que anunciou a contratação de Alex “O Interrr” Raphael, disse que só joga contra o Mazembe se Ronaldo, o Gordo e Adriano, também Gordo, puderem participar sem essa frescura de treinar antes.

Três novas promessas

A prova de que o que ameaça acabar com o futebol (vide a pesquisa ao lado) é a retranqueira, são as recentes contratações de crianças feitas por grandes clubes. O primeiro é o Marquinhos, bebê noticiado desta semana que, por enquanto, gosta de cobrar faltas. Se a criança virará goleiro, como o Rogério Seni, ou juiz, como o Marcelo Colombelli Mezzomo, não foi pensado pelo clube que o efetivou. Se ele gostaria de ser jardineiro, motorista de táxi ou professor de literatura não foi pensado pelos pais, claro. O segundo é o Serginho Girondo, vulgo Carrosel, que acaba de ser contratado pelo Paysandu. O último é o outro bebê noticiado desta semana, Charles Bayle, vulgo Carlinhos de Jesus, contratado pelo Galaxy de Los Angeles, time pelo qual torce Obama. Aparentemente, os times contratadores acreditam que com estes fenômenos conseguirão reverter o problema da retranqueira, que tem sido observado nos seus últimos jogos, já que as crianças mostram estimular um jogo menos tímido.

11 de mai. de 2011

Doce nada

E aí, alguém tem alguma coisa a dizer sobre futebol? Sim, hoje tem Santos e Once Caldas, do Rentería, amigo do Cuca, e tem também Barcelona e algum timinho espanhol, mas vocês vão ver esses jogos? Hoje não é dia de paredão? Ou de sexo? Vai chover, dizem desde a semana passada. Compre uma moranga, descasque-a, corte-a em cubos e faça uma sopa com alho e cebola. 
Outra opção é ficar na internet, vendo fotoxópe do Obama, do Osama e da Hosana, aquela das alturas. E prepare-se, tão querendo (de novo, esses buraco de burro!) te proibir de usar photoshop, ou mesmo fotoxópe, sem falar que futebol, tal como o conhecemos, também será banido (vide enquete aí do lado). Dever-se-á (mesóclise pode) usar ludopédio, ou sair do Brasil e dizer futebol em qualquer outro campinho do mundo. E, em vez de photoshop, usar-se-á (a mesóclise será obrigatória) loja de fotografias. Especialistas estão reunidos neste momento para definir como deveremos chamar as antigas e brasileiríssimas lojas de fotografias.

 
 

9 de mai. de 2011

Este é um post só pra dizer

Que o Palmeiras levou 6 x 0 do Coritiba e, portanto, é dois gols pior do que o Caxias, que só levou quatro. E tem ainda o segundo jogo. Pra quê?
Pobre Felipão. Se ele continuar se queimando, em breve nem o Brasil de Farroupilha vai lhe oferecer trabalho, até porque o Paulo Turra, que foi muito melhor zagueiro que o Felipe, está se dando bem como treinador.

Futebol ao vivo é no Futebol aos vivos!

Diz lá o seu Ibsen que "grenal arruma a casa". Mas sabe-se lá o que é casa, né, meu amigo? Sabe-se lá que arrumação é essa. O causo é que o Renan perdeu pro Grêmio de 3 x 2, com ajuda do Andrezinho e do Damião, que nome de santo tem, mas não faz milagre, e o Internacional de Futebol e Fracasso se fudeu, por assim dizer, vestibulandamente, neste furioso Gauchão, o que sobrou pra dupla (inseparável) grenal, neste 2011, ano em que nascem crianças, dizem, ou morrem casais, e apenas casais, se você não resolver ser mãe (e não pai, que ser pai é só relaxar e gozar) ou se for obrigada pelo destino (às vezes, chamado sabedoria ou medo de morrer por falta de dinheiro) a sê-lo. E lembra-te de cristo.
Mas digamos que esteja tudo bem e você seja gremista, homossexual e alfabeto, que é o contrário de analfabeto, esse povo que não sabe pegar ônibus nem magafugafo, o que, bem sabeis, é fundamental neste Brasil pré-Foda, isto é, pré-Copa, para os virgens. O importante é o negócio, esse aí que só você sabe o que é. Só não dá pra revelar o véu. Jesus Cristo, ex-jogador do Caxias, morreu pela salvação e eticétera e tal, se é que me entendeus. E no mais é falcatrua, como de resto essa história com agá maiúsculo que os fascínoras contam.
Mas elogiemos o juiz, que se chamava Jean Pierre e não viu o Tinga chamar o Douglas de filho da tia, justamente no dia das mães, tipo perestróico característico encontrado nas melhores familhas.
Do óbvio, vejamos, não temos o que dizer, se é que dissemos alguma coisa desde que começaste a ler, ó tu leitor esforçado, que nos honra com o tempo perdido. E selvagem. Selvagem. Selvá, ge e em.
Em breve, garantimos, novas mudanças no quadro universal. Zeus retira-se do páreo e anuncia Maomé como co-fundador do Banco Místico. Para mais detalhes sobre Zeus, Maomé ou tédio com sopa fria, veja se a porta está apagada e se o fogão está chaveado, ou então ouça Kleiton & Kledir, precursores do "K" na Música Popular Brasileira. Dizem, aliás, que os Kleiton e Kledir são pelotentes colorados, irmãos do Vitor Ramil, pagodeiro e gremista faceiro, sobretudo por não saber em que condições o tricolor da Azenha (que quer dizer moinho, em latim) superou o bicolor da Eduardo Paiva. E viva a água da pia!

5 de mai. de 2011

Extra, extra! Torcedor do Liverpool decide se casar!

Homem que, na infância, sofria bullying para torcer pelo Everton (time azul de Liverpool) e que, após a morte dos pais e irmãos mais velhos, assumiu-se torcedor do Liverpool (time vermelho de Everton), confessou a amigo que pretende se casar com Nancy Shevell, essa aqui. O misterioso felizardo, no entanto, permanece não identificado - só se sabe que ele virou a casaca e que usa calções de banho vermelhos com florzinha branca, o que comprova sua preferência clubística atual. O amigo, fofoqueiro, já foi avisado que não será convidado para o casamento, certamente mais baladado que as ainda frescas bodas reais. 

4 de mai. de 2011

Os franceses adoram detestar

O noticiário do msn francês apresentou nesses dias uma matéria intitulada “Os esportistas que adoramos detestar”. Entre estes, sugeriu os seguintes.

Encabeçando a lista está Patrice Evra, jogador francês, que é detestado porque iniciou a greve da seleção francesa da última copa, depois das briguinhas BBBélicas que aconteceram na seleção desse país. Com ele entraram pra lista preta Frank Ribéry e Nicolas Anelka.

Em segundo lugar está o polêmico treinador José Mourinho, por gostar de provocar gratuitamente e porque “não guarda a língua no bolso”.

Em terceiro lugar ficou o nosso pouco conhecido Nikolay Davydenko, tenista. Parece que este sujeito não era detestado, mas daí os franceses perceberam que ninguém gosta de gostar dele, e começaram a detestá-lo. Além de que lhes pareceu uma tarefa fácil, porque o cara é um ótimo perdedor; dizem que tem jogos espetacularmente perdidos.

Segue-o a tenista Marion Bartoli, por motivos próximos. A moça é impopular demais. Impopularidade que aumentou depois de ficar impopularmente noticiada por ter se negado a jogar na seleção francesa de tênis.

Fato inusitado, ou não, na próxima posição está o conhecidíssimo Cristiano Ronaldo. Ou “CR 7”, para os íntimos. Este, aparentemente, carrega a detestação do público francês por ter passado uma noite de loucura e azaração tudo pago pela Paris Hilton, por ter estraçalhado uma ferrari, por ter tido um filho de uma relação que durou apenas uma longa noite, e por ser mascarado e só reclamar nos jogos em que mal se mexe pra pegar a bola.

Ao Cristiano o segue o já citado Nicolas Anelka, porque é outro que avacalhou com a seleção francesa. “Suas atitudes e declarações durante a copa de 2010 fazem dele um dos jogadores mais detestados da frança”, diz o msn.

O próximo da lista é Jean-Michel Aulas, presidente do Olympique Lyonnais. Parece que dá prazer detestar este senhor porque ele gosta de blefar quanto a informações de compra/venda de jogadores, quanto a resoluções de outros times, e porque adora criar boatos e julgar as atitudes tomadas por técnicos, juízes e demais participantes do mundo extra-jogadores.

Marco Materazzi é o oitavo colocado. Ninguém esquecerá a cabeçada violenta que Zidane deu neste jogador. Bem, parece que as provocações e o chingamento que Materazzi fez ao seu rival foram bem piores, por isso os franceses gostam de detestá-lo.

O próximo é o ciclista ianque Lance Armstrong. Depois de ele superar o câncer e vencer sete edições do Tour de France, os franceses descobriram que poderia ter usado para esse recorde um apoio químico de última geração que não era detectado no antidoping. Aproveitaram então para desestimar a vitória ianque, sempre legítima, e detestar o Lance, que nada tem a ver com o jornal esportivo paulista.

O seguinte é o alemão mais amado do Brasil, Michael Schumacher. O fato de o cara ter comprado a carteirinha falsificada fez com que mais de uma vez fizesse manobras arriscadas e tramposas, como contra Villeneuve em 1997, ou contra Barrichello no 2010, pela qual o brasileiro disse que o alemão estava louco, e a França toda decidiu detestá-lo.

O décimo primeiro é o treinador Raymond Domenech. Já bastava com ser chamado de “açougueiro” para ele saber que era detestado, porém, Domenech, quando parou de jogar, começou a falar abobrinhas a respeito das técnicas e estilo de jogo da seleção e a tomar gostinho pela balbúrdia. Assim, a seleção francesa fez o que fez na copa 2010, e Raymond entrou nesta lista.

O seguinte, que inspirou o apelido do Domenech e o sobrenome de Michael e fusionou suas atitudes, é Harald Schumacher. É odiado na França por este ato, e pelo seu interesse nas consequências.

O último é o tenista chileno Marcelo Rios. Que é conhecido não por ter ocupado o número um do ranking mundial, mas porque foi considerado o jogador “mais desagradável do Roland Garros”.

Depois deste resumo, fico com três impressões: 1. Que mais de uma destas figuras seria respeitada no Brasil pelas mesmas atitudes tomadas. Como o caso da tenista Marion Bartoli, ao qual eu me subscrevo. Outro exemplo é o caso de Cristiano Ronaldo, suponho que não é necessário discutir se haveria ou não apreciadores para ele. 2. Que isso mostra que o Brasil é o Brasil, a França é a França, e que eles são nacionalistas e frescos demais e que nós somos anacionalistas e festivos demais. 3. Que alguém deveria fazer uma lista com as cinco, ao menos, figuras que os brasileiros adoram detestar.

2 de mai. de 2011

Regra três

A enquete sobre a lei do impedimento revelou três coisas:

1) apenas 3 (tgês) pessoas lêem este blog;
2) essas 3 (trêis) pessoas são a favor da liberalização da maconha, o que é suficiente para chamarmo-las de maconheiras;
3) a próxima enquete deverá ter maior apelo popular (ao que parece, diferentemente de três elefantes, a regra do impedimento não incomoda muita gente, apenas três, provavelmente os três tristes tétricos autores do blog, ou suas três intrépidas esposas);

Mas vamos prosseguir, companheiros, medo não há. Sobretudo quando escrevemos para nós mesmos e para nossas mulheres. Somos seis, pessoal. Isso é quase sete.

Obama morto

Atendendo à reclamação da nossa leitora, falaremos qualquer coisa sobre o Gre-Nal de ontem.
Foi sonolento, como a própria leitora poderá lembrar, um pouco pela ruindade e cautela dos dois times, outro pouco porque vimos o jogo enrolados no edredom. Mas foi bom, acredito que para ambos (estou falando do Gre-Nal). O Inter foi melhor no início, enquanto atacou, e o Grêmio foi melhor no fim, depois que o Guiñazu foi expulso (pela primeira vez em seus trinta e sete anos de carrinhos moicanos argentinos). Se o juíz Márcio Chagas tivesse dado os descontos "justos" (como ele fez questão de fazer, quando o adversário do Grêmio era o terrível Caxias), o tricolor teria virado o jogo e terminado com essa bosta de campeonato duma vez. Mas não, né, contra o Inter de Falcão ("que elegância, que simpatia, que homem é esse homem!", não se cansam de dizer nas rádios e na tv) não se dá oito, nem seis, nem três (que era o que indicava a plaquinha de acréscimo no segundo tempo) - o jogo acabou aos 47 e dá-lhe sinalzinho da cruz.
Depois o Osama morreu e a presidenta da Alemanha se sentiu aliviada. O presidente Hussein brindou com os comparsas e pensou que precisará de outro inimigo assustador. Hollywood já está avisada e em breve teremos filmes sobre o assunto. Schartznegger foi sondado, mas apenas para dublar a voz de um alienígena transexual, o que não lhe interessou. 
E o Caxias até julho sem jogar. Que desperdício.