O noticiário do msn francês apresentou nesses dias uma matéria intitulada “Os esportistas que adoramos detestar”. Entre estes, sugeriu os seguintes.
Encabeçando a lista está Patrice Evra, jogador francês, que é detestado porque iniciou a greve da seleção francesa da última copa, depois das briguinhas BBBélicas que aconteceram na seleção desse país. Com ele entraram pra lista preta Frank Ribéry e Nicolas Anelka.
Em segundo lugar está o polêmico treinador José Mourinho, por gostar de provocar gratuitamente e porque “não guarda a língua no bolso”.
Em terceiro lugar ficou o nosso pouco conhecido Nikolay Davydenko, tenista. Parece que este sujeito não era detestado, mas daí os franceses perceberam que ninguém gosta de gostar dele, e começaram a detestá-lo. Além de que lhes pareceu uma tarefa fácil, porque o cara é um ótimo perdedor; dizem que tem jogos espetacularmente perdidos.
Segue-o a tenista Marion Bartoli, por motivos próximos. A moça é impopular demais. Impopularidade que aumentou depois de ficar impopularmente noticiada por ter se negado a jogar na seleção francesa de tênis.
Fato inusitado, ou não, na próxima posição está o conhecidíssimo Cristiano Ronaldo. Ou “CR 7”, para os íntimos. Este, aparentemente, carrega a detestação do público francês por ter passado uma noite de loucura e azaração tudo pago pela Paris Hilton, por ter estraçalhado uma ferrari, por ter tido um filho de uma relação que durou apenas uma longa noite, e por ser mascarado e só reclamar nos jogos em que mal se mexe pra pegar a bola.
Ao Cristiano o segue o já citado Nicolas Anelka, porque é outro que avacalhou com a seleção francesa. “Suas atitudes e declarações durante a copa de 2010 fazem dele um dos jogadores mais detestados da frança”, diz o msn.
O próximo da lista é Jean-Michel Aulas, presidente do Olympique Lyonnais. Parece que dá prazer detestar este senhor porque ele gosta de blefar quanto a informações de compra/venda de jogadores, quanto a resoluções de outros times, e porque adora criar boatos e julgar as atitudes tomadas por técnicos, juízes e demais participantes do mundo extra-jogadores.
Marco Materazzi é o oitavo colocado. Ninguém esquecerá a cabeçada violenta que Zidane deu neste jogador. Bem, parece que as provocações e o chingamento que Materazzi fez ao seu rival foram bem piores, por isso os franceses gostam de detestá-lo.
O próximo é o ciclista ianque Lance Armstrong. Depois de ele superar o câncer e vencer sete edições do Tour de France, os franceses descobriram que poderia ter usado para esse recorde um apoio químico de última geração que não era detectado no antidoping. Aproveitaram então para desestimar a vitória ianque, sempre legítima, e detestar o Lance, que nada tem a ver com o jornal esportivo paulista.
O seguinte é o alemão mais amado do Brasil, Michael Schumacher. O fato de o cara ter comprado a carteirinha falsificada fez com que mais de uma vez fizesse manobras arriscadas e tramposas, como contra Villeneuve em 1997, ou contra Barrichello no 2010, pela qual o brasileiro disse que o alemão estava louco, e a França toda decidiu detestá-lo.
O décimo primeiro é o treinador Raymond Domenech. Já bastava com ser chamado de “açougueiro” para ele saber que era detestado, porém, Domenech, quando parou de jogar, começou a falar abobrinhas a respeito das técnicas e estilo de jogo da seleção e a tomar gostinho pela balbúrdia. Assim, a seleção francesa fez o que fez na copa 2010, e Raymond entrou nesta lista.
O seguinte, que inspirou o apelido do Domenech e o sobrenome de Michael e fusionou suas atitudes, é Harald Schumacher. É odiado na França por este ato, e pelo seu interesse nas consequências.
O último é o tenista chileno Marcelo Rios. Que é conhecido não por ter ocupado o número um do ranking mundial, mas porque foi considerado o jogador “mais desagradável do Roland Garros”.
Depois deste resumo, fico com três impressões: 1. Que mais de uma destas figuras seria respeitada no Brasil pelas mesmas atitudes tomadas. Como o caso da tenista Marion Bartoli, ao qual eu me subscrevo. Outro exemplo é o caso de Cristiano Ronaldo, suponho que não é necessário discutir se haveria ou não apreciadores para ele. 2. Que isso mostra que o Brasil é o Brasil, a França é a França, e que eles são nacionalistas e frescos demais e que nós somos anacionalistas e festivos demais. 3. Que alguém deveria fazer uma lista com as cinco, ao menos, figuras que os brasileiros adoram detestar.
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