18 de dez. de 2011

É chover no molhado qualquer comentário sobre o Barcelona.

Agora, puta que pariu, como o time do Santos foi cagão. Poderiam ter tentado alguma coisa, não o fizeram e tomaram um sacode daqueles.
Rebobinando a fita, a melhor resposta que me deram sobre Neymar ser melhor que Messi foi de um amigo dasantiga, “Luiz, tirando esse estilinho aí que tu tenta ter quando escreve, tu é muito burro. Essa teoria de perna esquerda e perna direita é uma furada, pois o Neymar até usa mais as duas pernas e pá, mas a canhota do Messi joga mais do que as duas do Neymar elevadas ao quadrado.”

AH! Não tenho nada pra responder. O tempo é que mostrará se eu estava certo ou não, pois o jogo de hoje não é parâmetro.

Só quero dizer uma coisa ao Messi:

Seu Argentino de uma figa, vai jogá essa tua barbaridade toda lá com o capeta, vai! Ou vem pro Grêmio.

( Pra não dizer que não falei do Barcelona: é um time muito perfeito, muito maravilhoso. Rola até um certo nojo vê-lo jogar. Beleza em excesso cansa os zóio do vivente.)

Querido Papai Noel

Eu não sei como funciona com os outros - e acho que me preocupo quase nada também -, mas eu preciso de grana, afu! Nesse ano, fui um ótimo menino; não maltratei nenhum animalzinho, por exemplo. O que eu preciso é de dinheiro, mesmo. Por trabalho eu não sou assim tão louco não... Nos últimos anos, tenho sido muito infeliz. A patrulha do politicamente correto, que tá sempre no calcanhar da gente, anda fodendo com a possibilidade de ser feliz, pois fecharam os bingos, as rinhas de brigas de galo do Belém velho desapareceram, as máquinas caça-níquel caíram na clandestinidade - ou sempre estiveram, sei lá... uma boa parte daquilo que é considerado ilegal, eu considero tri legal -, a CB não existe mais. E ela, a CB, que era um bairro intrinsicamente boêmio na leal e valorosa cidade de Porto Alegre, não é mais o lugar em que possamos, na companhia de belas damas e honrosos amigos, beber, conversar, fazer outras coisinhas mais e ser feliz. As coisas não vão bem por aqui, meu Bom Velhinho.

Se não disse, digo agora; se já disse, digo outra vez: jogo toda semana na Mega Sena\Quina\lotofácil. E não obtive sorte alguma. Quero a sua ajuda pra Mega da virada, por favor. O Senhor sabe se o hipódromo do cristal ainda funciona? Tô pensando em começar a apostar nos cavalinhos.

Esperá-lo-ei na noite de Natal, querido Papai Noel, e, por gentileza, traga-me os números da Mega sena. Eu também aceito dicas pra apostar no melhor pangaré, caso o hipódromo ainda funcione.

No mais era isso.

Neymar.

Domingo, bem cedito, aconteça o que acontecer, eu estarei aboletado na frente da TV.

Ainda me é custoso compreender por que há tanta gente que torce o nariz pro Neymar. Porém, cogito hipóteses: o guri é marrento; tem estilo pagodeiro/funkeiro, isso, sem dúvida, na opinião de muita gente, é um atentado ao bom gosto; virou o queridinho da mídia e tá fazendo sucesso (merecido, diga-se de passagem), e, no Brasil, como disse Tom Jobim, o sucesso é imperdoável; o guri tá acumulando zero e mais zero no lado direito da conta bancária, e, num país cuja desigualdade social assola e envergonha a todos, quem ganha muito dinheiro, mesmo que de forma honesta, corre o risco de estar cometendo um crime moralmente inafiançável. Não sei como ainda não colocaram esse guri numa praça pública e o queimaram na fogueira.
Soma-se a isso o fato de sermos gaúchos, ou seja, ressentidos, no fundo, por não sermos o centro das atenções nacional. O nosso ressentimento é análogo ao dos caxienses, por exemplo. Eles, os moradores da serra, chiam porque as emissoras gaúchas dão mais ênfase à dupla Grenal. Deixando, com isso, a dupla Caju no ostracismo das notícias. Caxias é periferia, Porto alegre é o centro; Rio Grande do Sul é periferia, eixo Rio/São Paulo é o centro. Essa lenga-lenga toda, na verdade, passa por disputas de poder, prestígio e cai no campo da economia. Mas aqui não é a FACED, e eu não vou evocar o Foucault ou seja lá quem foi o teórico que teceu considerações sobre essas coisas.

Quero é falar de futebol.

O Neymar é melhor que o Messi. Explico: antes, porém, vamos ao óbvio ululante.
Um é canhoto. O outro é destro. Isso é uma diferença. Agora vamos pra semelhança dentro da diferença: com a canhota, o Messi nos encanta, faz mágica, quebra expectativas, improvisa, arruma espaço onde não existe, pinta e borda, bagunça o sistema tático e defensivos dos adversários e faz chover! Com a canhota, ele conquistou a Europa e a honraria de melhor jogador do planeta.
O Neymar, por sua vez, faz tudo o que o Messi faz, mas com a direita. Ele não conquistou a Europa, conquistou a América. E a libertadores, creio eu, é tão difícil quanto a champions league – ou até mais.
Agora vamos inverter as pernas, e é aí que bate o ponto! A canhota do Neymar é mais habilidosa e mais eficiente do que a direita do Messi. O Neymar faz mais golaços e assistências com a canhota do que o Messi com a direita. Esse é o diferencial dentro da diferença. ( Nem falei em cabeceio, pois aí Neymar ganha.) O guri do santos é mais completo. É melhor, portanto.

O Neymar não foi pra Europa por motivos econômicos. Com o contrato que lhe fez o santos, ele tá ganhando uma babilônia de dinheiro ( sem falar nos infindáveis comercias) . Ele, agora, é praticamente dono do seu próprio passe. Se daqui 4 anos, que é quando termina o contrato, creio eu, ele for vendido por 120 milhões, esse mar de dinheiro desembocará diretamente em sua conta bancária. O Santos fez o certo, pois com o guri a chance de títulos aumentam, e o Neymar, ficando no Brasil, fez o mais certo ainda. Grana é grana. Ora bolas!
Mas um dia ele vai ostentar o talento nos gramados do velho continente. Fato incontornável. E mais incontornável é a sua ascensão à honraria de melhor jogador do planeta.

É por isso e por mais uma junção de coisas que estarei na frente da TV. Domingo. Bem cedito!
Ao contrário do que me falou um amigo meu: “Luiz, eu não gosto de futebol, eu gosto do Grêmio.”
Eu não! Eu, na contramão da avalanche, gosto mais de futebol do que do Grêmio. E, na contramão gaúcha, sou brasileiro e só depois gaúcho e só depois portoalegrense e só depois o guri criado nas barrancas do Belém velho.
Domingo é dia de ver arte, espetáculo, talento puro. Santos X Barcelona. O futuro melhor jogador do planeta X o atual melhor jogador do planeta. Torcerei pelo Brasil, pelo Santos, pelo Neymar. Torcerei pela certeza de que o talento deve prevalece e, acima de tudo, pela ideia de que quem o tem deve brilhar e brilhar e brilhar e brilhar.

9 de out. de 2011

Não Perda

Não saia deste blogue, brasileirinho que nunca desiste. Em breve, alguma coisa breve.

16 de set. de 2011

Brasil na Série D

Com uma rodada de antecipação, o glorioso Brasil de Pelotas (que completou cem anos de idade na quarta-feira dia 14 de setembro) conseguiu a vaga à Série D do ano que vem. A conquista se deve à escalação irregular de um retardado no primeiro jogo da Série C desse ano, em que o Brasil ganhou do Santo André, fora de casa, por 2x3. Após disputas em tribunais, os superiores juízes desportivos determinaram, por unanimidade, que o Brasil errou e deve pagar pelo erro. Esse tipo de "justiça".
Em 2012, então, o xavante vai disputar, além da Segundona do Gauchão, a Quarteirona do Brasileirão. Pena. Pena mesmo.

14 de set. de 2011

Último post do ano

Venho por meio desta desejar um bom fim de ano para todos os grenás. Informo também, aos filisteus e meus, que o Caxias, nesse último jogo, domingo que vem, ainda tem chance de não ser rebaixado. Basta que o Brasil de Pelotas vença o Santo André de Santo André, ou que este vença aquele. Se der empate, precisamos não tomar mais de três golos da Chapeconense de Chapecó. A Série C é muito pouco sacana.
De resto, a Cbf joga contra a Afa hoje. Não, não é partida de futsal, mas vale a pena ver, se tu não tiver coisa melhor (sexo, ópera de Puccini, livro de Houellebecq) para fazer. Na tv, teremos narração do Galvão Bueno, por exemplo.

Nenhum desespero
além do normal
no país onde merda
é alimento natural

5 de set. de 2011

Por que o Caxias é um timinho

O Caxias perdeu em casa para o Santo André: 1 x 3. Dizer o quê? 
Pelo menos eu estava lá na arquibancada, entre os quinze mil que foram curtir um belo domingo de sol no Centenário, coisa rara de acontecer (o dia de sol, e os quinze mil, como consequência). E pude ver direitinho como se entrega uma partida de futebol, sem a menor vergonha na cara, diante de inocentes crianças e de senhoras decentes. 
Mas claro que não sei explicar. Se eu soubesse, seria eu o jogador de futebol, e não o retardado que torce.
Acontece que futebol é só dinheiro, mas só dinheiro mesmo. O Caxias perdeu ontem (e tem tudo para ser rebaixado para a Série D) ou porque não tem dinheiro para arranjar jogadores razoáveis (embora a velha história: ali na várzea, tu acha uns vinte que servem melhor dos que "os profissionais"), ou porque os resultados das partidas dependem de interesses externos, quer dizer, compraram os atletas grenás (principalmente o Ramos, esse abobado completo), convenceram eles a deixarem o Santo André passear no Centenário. 
O que mais dizer? Que a terra nos seja leve.

28 de ago. de 2011

Dá-lhe Grená!

Antes que alguém escreva aqui sobre o último grenal, devo dizer que o Caxias está se recuperando na Série C. Depois da chegada do Argel, foram um empate e duas vitórias, que tiraram o time da lanterna e o colocaram na disputa pela vaga à próxima fase.
A vitória de hoje foi em Santa Catarina, contra o Joinvile. 3 x 1 para nós no primeiro tempo; 1 x 1 no segundo. Total de 4 x 2, uma goleada fora de casa.
O detalhe é que o Joinvile estava invicto há treze jogos, e é tido como um dos favoritos ao acesso à Série B. 
Domingo o jogo é contra o lanterna Santo André, no Centenário. Depois, contra a Chapecoense, lá. Quatro pontos devem garantir classificação.

18 de ago. de 2011

Por que o gremio virou um timinho

Acabou de acabar Ceará 3x0 gremio. Esreverei gremio assim, da mesma forma que sempre escrevi inter ou corintias - com letra minúscula e erros de ortografia. Segundo os comentaristas dessa mídia poderosa que compra e transmite o brasileirãozinho, a culpa da derrota de hoje foi do goleiro Victor. Nas últimas 50 derrotas (ocorridas nos últimos 51 jogos), essa corja de pseudo-jornalista tem se comprometido a difundir a tese de que o Victor falha nos gols e que dele é a culpa pela posição que o tricolor ocupa na tabela. Mais nojento do que um nando gross ou qualquer filhodaputa desses arrotar esse tipo de merda é a torcida (sim, mamãe, não toda, mas a grande maioria) que assimila e reproduz tamanha canalhice intelectual. É que o poder, mamãe, o poder é tão robusto, tão atraente, quero dar a mão pro poder e sair dançando um tango pelas esquinas de porto alegre, essa paris sem os dentes e sem papel higiênico nos banheiros públicos. Um minuto, o telefone tocou. Era o meu psicanalista. Pronto, desabafei com ele e perdi a vontade de escrever a bíblia de queixas que se anunciava no meu coraçãozinho emburrado de bebê emburrecido. Gosto do meu psicanalista porque ele não me cobra, porque joga videogame comigo quando me visita e porque, diferente de sua categoria de psicoterapeutas, reconhece-se como o bosta que é. E me ajuda a rir de sermos os bostas que somos. Então, para finalizar, deixarei duas citações para o amigo leitor deste blogue querido. A primeira do jornalista Mauro Cézar Pereira (ufa, enfim alguma utilidade para as iniciais maiúsculas): "no brasil se vive um grande engano, uma grande ilusão. As pessoas não entendem de futebol. E mais. Não gostam de futebol. Gostam de ver seu time combater os times rivais, por razões várias, que apenas às vezes coincidem com motivações que sejam futebolísticas." O gremista quer que o colorado tome no cú e vice-versa. E todos queremos que os flamenguistas tomem nas pregas e vice-versa. Agora, entender de bola mesmo, e do que o futebol é feito, ah, esses se conta nos dedos. E não nos dedos que coçam o rabo dos poderosos. globoooo, a gente se vê por aqui. O gremio virou um timinho porque o Homem cumpre sua saga capitalística de se transformar num homenzinho. Nos porões do terceiro mundo então, estamos virando serpentinhas, morceguinhos, cocozinhos de baratinhas. Não é não, nando grosinho? pedro ernestinho? hein, guerrinha? A torcidinha, principalmente a classe mediazinha - que paga os cinquentão do estádio mais os déizão do estacionamento - aprendeu em criança a obedecer e seguir os passos do rei, ou da rainha. Hoje o problema do time é o Victor, assim como na época da barbie maxi-lópes (ídolo das arquibancadas e do segundo caderno zh) o problema era o Tcheco. Parabéns, imortais.. Enfim, o time está com a cara da torcida que possui. Falta só tirar o Victor e cair pra segundinha, o que é uma questão de tempo. beijinho beijinho, tchau tchau.


A outra citação é do Luís Galvão, tome aí: "a burrice, assim como a sabedoria, não tem idade."

16 de ago. de 2011

Por que o Brasil virou um timinho

É de conhecimento mais ou menos geral que a seleção da cbf, outrora chamada “seleção brasileira”, “Seleção” ou, para os mais entusiastas, “O Brasil”, virou um timinho. A dificuldade apresentada por Mano & Cia para montar um time razoável é sinal direto da queima de etapas, não apenas no que concerne à imaturidade dos jogadores e à torpeza dos dirigentes, mas principalmente no que diz respeito à falta de respeito que o senhor Mano teve pelo principal clube por que passou, antes de ficar amigo dos poderosos e incorporar elogios do tipo "o melhor treinador da pátria", "o cara certo pra Seleção" ou, como preferiu Obama, outro biltre, simplesmente "o cara".
Mano Menezes assumiu o Caxias depois de fazer bela campanha na Copa do Brasil com o XV de Campo Bom, timinho ora extinto, não sabemos por que, uma vez que timinhos costumam se dar bem no cenário nacional (vide Grêmio Barueri, Grêmio Prudente, Grêmio Barueri de novo e, ano que vem, quem sabe, Grêmio Osasco, ou Grêmio Diadema - eu, se fosse o Grêmio Porto Alegre, entrava na justiça pra proibir os cara lá de usar meu nome em vão). Assumiu o time grená na última colocação da Série B de 2004. Quase levou-o às fases finais e, em 2005, depois de boa campanha no Gauchato (com direito a uma goleadinha de 3 x 0 sobre o Grêmio Porto Alegre), era esperado que o senhor Mano levasse os grenás à Série A, e ele parecia bastante disposto a isso, até que.
De repente, de rependente, esses mesmos diretores tricolores que agora estão tentando levar o Grêmio Porto Alegre novamente para a Série B, ligaram para o Mano e, com uma proposta indecente ("Olha só, Maninho: um milhão por mês mais um contratinho com o Coríntia, daqui a um ano. Depois, tu vai pra Seleção, é certo, já acertamo com o Sanchez e o Teixeira. Xá com nóis"), convenceram-no a pular de fase, mesmo sem ter matado o chefão (no caso, a Série B). 
Ele acabou ficando um ano mais no Grêmio, pois deu o azar de se classificar para a Libertadores e ir para a final, onde tomou um tufo do Boca Juniors, com direito a piadinha sobre o clube grená: "O Boca não passa de um Caxias de grife". Sim, quem expressou isso não foi o Mano, mas que ele riu, ah, isso sim. Riu e pensou que o Pelaipe era um imbecil, e que ele não via a hora de ir para São Paulo.
Foi, pois. Tirou um dos times da cbf da segundona e ganhou um pré-contrato com a Seleção. Disseram-lhe: "Espera só o Dunga fazer fiasco na Alemanha. Daí tu entra como o salvador, tá ligado?"
Hoje ele está lá, no fosso das cobras, revelando-se ele mesmo um monstrinho, uma besta que assusta justamente pela sua incompetência. 
"Mas, com um currículo daqueles, como ele poderia ser incompetente", pergunta Raimundo Nonato, cearense.
Ora, caros amigos. Falta-lhe algo fundamental, algo que Mano não vai adquirir jamais na seleção, ou no curíntia, ou em qualquer grêmio: falta-lhe humildade, modéstia, e falta-lhe conhecer os seus limites. 
Em suma: o time da cbf hoje vai mal porque seu treinador queimou uma importante etapa de seu treinamento. 
Eu cuspi pra ele, através das grades do Centenário, quando o Mano abandonou o Caxias (que, após sua saída, chocado com a trairagem, caiu para a Série C): 
"Mercenário, burro, traidor, corrupto, imbecil, tu vai te arrepender!"
Mas é claro que, sem humildade, modéstia e ciência de seus limites, ninguém é capaz de se arrepender de porra nenhuma. E agora vocês, torcedores canarinhos, sofrem as consequências.

8 de ago. de 2011

Tonto é tu

Dorival, o velho dorival que tanto samba emplacou na década de quarenta, foi demitido do atlético mineiro. Será contratado e depois demitido pelo internacional, que há bem pouco contratou para demitir um de seus símbolos, o afetadíssimo e elegantérrimo Paulo Falcão. O Celso Roth recém tinha se decidido a investir toda a grana da niqueleira num XBox 360, quando foi convidado para ir passar o tempo na casa do grêmio, brincando de treinar o time. É assim que brinca: primeiro olha e finge que aquilo ali é um time (os gráficos quase perfeitos ajudam a imaginação nesse momento), depois finge que dá o treino. Você pode usar alguns comandos como "Vamo lá, porra", ou "Boa, Fernandinho", ou ainda "Isso, garoto, agora toca no Clayrrisson e sai". Sem contar os comandos clássicos que você pode baixar do PC pro Penis-Drive, como o eterno "Apertou chuta pra fora" e o consagrado "Mete essa bola no segundo pau, caralho". O Seu Celso Hot que, aparentemente, não se cansa do joguinho, vem com tudo aí, se babando de baba. Se babando de baba também vem brincar de comandar o galo o bobo do Cuca, esse tão bovinamente babão que muto coerentemente seria se lhe chamasem Sr. Cuca Gado. E o Argel, hein, que frio ensurdecedor que faz no interior do sul da américa do sul. É necessário trocar o técnico do continente, ou cairemos para o quarto mundo, de onde não se sai nem com virada de mesa. Falando em virada de mesa, saí de casa pra comprar uma mesa de botão, mas com o que tinha na minha niqueleira do Jaspion só deu pra comprar uma das goleiras e meia dúzia de panelinhas. Não há tempo a perder, já iniciei um planejamento pro grupo ir treinando até que um campo, o resto dos botões e um possível rival sejam providenciados. Me contratei para ser o treinador do meu time, pois levo jeito pra agregar as peças. Só que hoje acordei enjoado da cabeça e, ao dar com minha cara de sertanejo universitário no espelho, não tive dúvida: me demiti na mesma hora. É isso. Agora é descansar e seguir trabalhando, já pensando no próximo aniversário. Digo, adversário. Tonto é tu tonto é tu/ tonto é tu tonto é tu/

Argel no Caxias

Para seguir na linha amadorismo estúpido, a direção grená executou ontem a tradicionl demissão do treinador em tempos de crise. Demitiram também o resto do departamento de futebol, inclusive o sobrinho do Felipão, que foi anunciado há três meses como o grande preparador físico, mas que não teve sucesso em fazer os juniores grenás aprenderem a manter o fôlego por noventa minutos. Juniores que se mostraram incapazes de trabalhar para livrar o Caxias do rebaixamento para a Série D, aquela bosta.
O novo treinador é o Argel. Só deve funcionar se, com ele, vierem pelo menos cinco jogadores decentes, a começar por dois zagueiros, ou três. O problema é que jogadores decentes não podem ser encontrados facilmente a esta altura do campeonato, e os que forem encontrados serão muito caros. Talvez, se tivessem contratado o Argel há três meses, teriam poupado a grana que pagaram e pagarão para Macuglia e companhia, podendo gastá-la agora, na emergência, para buscar jogadores, mas não, que ingênuo eu sou. 
Vou tomar banho, que eu ganho mais.

4 de ago. de 2011

Roth no Grêmio

Conforme antecipado por este ignorado blog, no dia trinta de junho, Celso Roth está voltando ao Grêmio, para tentar livrar o tricolor do terceiro rebaixamento em sua história. Será difícil pois, como lembra o Pablo, dos Backyardigans, os demais candidatos à Série B de 2012 são times mais fortes do que o Grêmio, a saber: Atlético de Goiás, Atlético do Paraná e América de Minas. 
Parabéns à direção do Grêmio por mais essa sábia decisão.

1 de ago. de 2011

O Dark Side do futebol

Segunda rodada da Série C, e o Caxias perdeu para o Santo André. "O Grená bom não está", diria o mestre Yoda, de Star Wars (que, enfim descobri, é um filme, uma hexalogia sensacional: tem um tal de Dark Vader, um Darth Side e uma princesa gata que na vidarreal era mulher do Simon & Garfunkel). 
Mas o Juventude também perdeu, então não foi tão ruim. 
O chato é que estamos na lanterna, ou perto dela, que nem o Grêmio de Roberson e Rodolfo. E lanterna de Terceira pesa muito mais do que lanterna de Primeira. E ilumina muito piormente um caminho bem mais tenebroso. 

Na Argentina, por causa do River Plate e de outros "interésses escusos", como dizia Brizola, espécie de mestre jedái dos pampas, estão, ou estavam, querendo virar a mesa, e vão virar, ou já viraram, depende do ponto de vista. O fato é que o mundo inteiro é uma mesa virada, com ratos e cobras comendo uns aos outros desde o tempo em que acabaram os farelos de pão que estavam sobre a referida mesa, posta de pés pra cima não se sabe quando, nem por que, nem por quem; agora estamos aqui e nos compete resistir bravamente como jedáis ante o ataque dos clones. 

23 de jul. de 2011

O fim do mundo

Depois de Kurt Cobain, Jim Morrison e Seu Cecílio, morador da lixeira número 32, arrecém instalada no Centro pela zeloza prefeitura de Porto Alegre ("fica o que é bom, tritura o que é ruim"), foi a vez de Amy Winehouse deixar a vida com vinte e sete anos. Uma pena para quem gostava dela, se é que havia alguém. Talvez uma mãe, um namoradinho, um produtor, um comerciante de ilícitos, vá lá o senhor alienado do mundo pop entender. 
O certo é que, em comparação com os demais mortos aos vinte e sete (principalmente Seu Cecílio, que, apesar de aparentar cinquenta - daí o título de "Seu" - era um ativo ex-lateral direito do Grêmio, que não conseguiu ser vendido a clubes ucranianos e decaiu-se à sarjeta, até que a prefeitura instalou essas lixeiras, no início deste inverno, convidando Seu Cecílio e demais sem teto e sem comida a dormir ali, para evitar hipodermia. Aí veio o caminhão, encaixou-se automaticamente na leixeira, despejou o lixo - pobre Cecílio - no compartimento triturador e kaput!), em comparação com Jimi Hendrix, Janis Joplin, dizíamos, Amy fica bem aquém. Conheço músicos com muito mais talento que passaram dos vinte e sete ilesos. Claro que, hoje, esses mencionados músicos estão mais para mendigos do que para astros pop, mas isso é outra história. E eu devia estar falando de futebol.
Agora estou ouvindo rádio para conhecer a tal da Amy (estão tocando só músicas dela, talvez porque saibam que a gente é mais generoso quanto à falta de graça alheia quando a alheia já está morta, e querem aproveitar o tsunami para lavar nossos sérebroz) e não estou gostando. Não consigo distinguir um instrumento do outro. Sabe aquilo que dá pra fazer sem dar com The Doors? E isso que The Doors nem é bom. É, Amy. Perdeu.

17 de jul. de 2011

Tanto faz

O Paraguai pode repetir o feito uruguaio de ontem e tirar o Brasil da copinha. Tanto faz.
Sorte que não tem muito torcedor do Brasil zil zil na gloriosa cidade-fábrica de Caxias do Sul, onde hoje começa a Série C. Caxias e Chapecoense está marcado para as três horas. Uma hora antes de Brasil e Paraguai. Significa que a cbf está cagando, tanto pra seleção quanto para Série C. Tanto faz.

13 de jul. de 2011

Robocopa

Seguindo a política deste blog, de noticiar apenas fatos requentados, para que o hipotético leitor possa ter tido a oportunidade de ter a opinião formada por algum meio de informação oficial, venho agora reanunciar que, enquanto no Brasil empreiteiros e empreiteiras tomam champanhe à saúde da superfaturação da Copa de 2014, a Turquia sedia a Robocup, ou Robocopa, que se diferencia da Copa do Mundo porque os jogadores são robôs humanóides, em vez de humanos robóides. 
O esporte segue as mesmas regras da FIFA, mas funciona. A seleção japonesa, como não podia deixar de ser, é a maior vencedora, com dez títulos. Seguem-na a seleção alemã, com seis, e a americana, com cinco. O Brasil não tem tradição ativa no evento, mas poderemos ter esperança, caso o X19Moi, nosso craque, seja programado para abandonar o hábito de cair próximo da órbita adversária. Os árbitros (humanos, claro, que é para manter a margem de injustiça e roubalheira, essas especiarias que temperam a carne podre do futebol) não toleram cera. Robô que cai fingindo contusão leva choque na placa mãe. E carrinho por trás é punido com troca do chip.
No Japão (claro), existem também robôs humanóides a serviço do teatro. Diz Fukushi Harakiri, célebre diretor do Teatro Honda-Yamaha, que "os atores robôs são muito melhores do que os humanos, e infinitamente menos estúpidos, capazes de gerar catarse com perfeição".
No Brasil, em Porto Alegre mesmo, podemos encontrar robôs dirigindo ônibus, planejando leis, dirigindo clubes de futebol e escrevendo, que não podiam faltar robôs escritores nessa Paris para os párias.
Somos uma espécie em extinção. Só para lembrar. Nada contra. Estamos sendo informados desse fato desde a invenção da escrita. Só vão restar os que se robotizarem, e estamos bem avançados nesse sentido. Ops. "Sentido", palavra proibida. Eu quis dizer "nessa direção", "nesse objetivo", senhor robô censor de blogs. 

Dia do rock

Sim, cara dona de casa (tiraram o hífen de tu também?), todo dia é dia do rock, misturado ou não com raggae, percursões, uísque e soda cáustica. Mas hoje, 13 de julho, é o dia oficial, que é pra imprensa que não pensa não precisar pensar. Há um estagiário de jornalismo por redação incumbido (do latim, incubus, "demônio tarado por mulheres dormindo") de verificar na Wikipedia ou semelhante que dia é dia do que aquele dia. Ou, pelo menos, é o que eu faria, no lugar dos estagiários. 
Pena não ser feriado, que nem dia santo. Porque não se pode dizer que o rock não seja uma religião das maiores e mais universais. Religião das mais preconceituadas. Pior que o ateísmo. Só que rockeiros, por natureza, são tipos desorganizados. Nunca vão botar anúncio em outdoor exigindo respeito por parte de pagodeiros, funkeiros et caterva, até porque preferem gastar a rala grana em coisas mais elevadas, e não me refiro a prédios de trinta andares, que costumam ficar a cargo de engenheiros, arquitetos e agrimensores, homenageados no dia 11 de dezembro.
O dia do futebol é 19 de julho, terça que vem. Dá tempo de avisar aí na firma que você não vai poder ir trabalhar.
Teremos, naquele dia, a semi-final da Copa América, com participação garantida de Argentina ou Uruguai. Para quem não sabe a diferença entre um e outro, é o seguinte: a Argentina tem o solzinho no meio da bandeira, e o Uruguai o tem no ângulo superior esquerdo. Em futebol, os dois se igualam, com leve vantagem para o Uruguai, pois que não cria expectativa.
O Brasil zil zil joga hoje por um empate contra o Coador para se classificar ridiculamente na Copinha. Para quem não sabe, o Brasil zil zil é a seleção da CBF e do Ricardão. Torcer contra não é anti-patriotismo. É como deixar de rezar depois de aprender que a reza foi inventada pelo Demônio.

7 de jul. de 2011

Questões compléxicas

Ficou comprovado que o problema do Inter era o Renato Portalobos. Entretanto, há quem diga que o problema era o Julinho Café com Leite Arrecém Extraído da Vaca. Bastou ele largar tudo nas mãos do Paulo Roberto Ave de Rapina de Grande Capacidade Planatória para o colorado empilhar algumas vitórias seguidas.
Mas o que importa é essa montoeira de zero a zero na Copa América. Fenômeno estatílstico de primeira grandeza. É a vitória do medo (reverenciado como prudência, manifesto na retranca) sobre a emoção. Mais ou menos como deixar de trepar por medo de pegar aids. 
As gentes (não só os milhonários futeboleiros) têm medo de tudo, menos do ridículo. Gorro peruano com trancinha, por exêmpio, é dose pra lhama na tpm. Piada que todo mundo conta perde logo a graça. Não é só o problema da falta de personalidade (o que não era o caso do gorro do Chaves), quer dizer, o problema é justamente a falta de personalidade. Já disse Brian "The Dog" Griffin: "a merda que eu faço na calçada tem mais personalidade do que tudo que tem sido feito a pretexto de arte nos últimos anos". E futebol é arte. E muitas mulheres bonitas indicam que vestir-se também é. 
Os psicomísticos vêm dizendo que os tempos d'agora caracterizam-se por uma verdade exacerbada. Exemplos são fotos no Orkut, ou seja lá o nome que o troço tem agora. "Eu e minha namo em Huichipaco. Parlancheq qhichwa". Fodam-se (e eis a prova de que brasileiro só usa ênclise para coisas sérias), no melhor sentido da palavra. Assim falou Dom Casburro.
Os psicomagos sintetizam a dúvida geral em "O que que pensam os vizinhos?", no estilo Big Brother do termo. "Vamos dar uma espiadinha?", "Paz é guerra", "Use protetor solar", "Tenha consciência da verdade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas", etecéterra. O Segredo. Adquira já o seu.
E os leigos perguntam: "Qual é a verdade da era da verdade?"
Os psikondôs retrucam com "Pergunta errada, biiip, pergunta errada, biiip, superaquecimento, blip bop".
O fato é que há o fato, a realidade, e que o buraco da verdade é bem mais lá em baixo. Nem só de homens tronco subindo a ladeira às três da manhã se faz uma verdade - esse é o ponto. Há também o asfalto, e a distância-cromo de um parachoque para o supracitado homem tronco, sem mencionar os neuro-brilhos gerados pelos cérebros enfileirados na faculdade em frente e, claro, Dona Floriana que assiste a tudo mascando uma bomba de chimarrão, que ela prefere chamar de "mate", porque é da fronteira e não se deixou corromper pelo filho emo que toma ximas na Redenção. São muitos corações, amigo, vá o vivente ter paciência. No fim, Galvão Bueno nem é o pior.
E, num estarrecimento tácito, nos botamos a saber que tudo é verdade. Inclusive a sensação de que as palavras servem para compreendermos alguma coisa. Por exemplo, que o quechua (língua que falariam os gorros peruanos, se tivessem sido amaldiçoados como nós, peruanus sapiens), também conhecido como qhichwa, em runa simi, e culpe a Wikipedia pelas inúteis e provavelmente pouco precisas verdades, que a língua quechua, dizíamos, serviu de inpiração para o "hutês" ("barraquês", em brasileiro - não confundir com a língua falada pelas barraqueiras e barraqueiros, os quais também não devem ser confundidos com os moradores de barracos, que podem, ou não, ter o hábito de fazer barraco, no sentido de sair virando mesa e quebrando garrafa porque o corno olhou pra perua, ou peruana, ao lado, é preconceito seu achar que uma coisa vem da outra), o quechua inspirou o hutês, dizíamos, língua de um tal de Jabba, The Hut, a coisa feia nesta foto, personagem de Star Wars, que, confesso como falha em meu caráter, não tenho ideia do que seja. É um filme? Se for, eu juro que não vou baixar de graça na internet. 

6 de jul. de 2011

Psicoteste para temperar o frio

Como se imagina, o tempo está passando. Para uns, como em uma música do Kraftwerk, um robô bonzinho vindo pelos corredores corroídos de Chernobil; para outros, como folhas cadentes; e outros, na fila para o câncer de pulmão, sentem o tempo passar conforme se vai acabando o maço de cigarros. Vejam a representação abaixo.

Isso é do Laerte, que se veste de mulher porque (deve ser por isso) as mulheres se vestem cada vez mais como homens, pelo menos lá em Sampa (cidade grande é sempre cheia de estranheirismos).
Parece que lá o tempo passa mais barulhento e poluído. No Rio, mais violento, mas porém com a brisa do mar, a não ser no Leblon, né, onde, dizem, o inverno é quase glacial. Em Porto Alegre, é quase polar. Em Caxias, é uma bosta completa.
Um problema é não sermos urso, para quem o tempo congela no inverno. Outro, pior, é não haver dinheiro e estilo para ir comer fondue com vinho num hotel aquecido na serra. Mas hoje é quarta-feira e, não havendo programa melhor, será possível ver um subfutebol, das dez à meia noite, talvez até com participação, mesmo que medíocre, do teu time. São duas horinhas que passarão sem atravancar o teu caminho, a não ser que sejas poeta, coisa altamente não recomendável, desde o fim da última ditadura. 
Entretanto, faça o seguinte teste:
1) Observe a tira abaixo:
2) Você se identificou primeiro com a bola ou primeiro com o jogador?
Se se identificou com o jogador, você corre sérios riscos de ir comer fondue hoje à noite. Se se identificou com a bola, fique tranquilo, você não tem mais jeito.
Agora, se, por alguma falta de razão, você se identificou com o juiz, procure um psiquiatra.

3 de jul. de 2011

Post sério, porra. Inadequado para quem tem internet lenta.

Se vocês foçem franceses, eu indicaria aqui um vídeo do Serge Gainsbourg (gaulês demais para gostar de futebol - morreu antes de 98, espilepsia de Ronaldo e Zidane gol, gol gol!!!), mas, como são subbrasileiros, conquanto chapados e bêbados e não fassam a barba todo dia, indicarei este vídeo (ou então este, caso sejeis amancebados com o francês) como consolo, caso sejeis torcedores canarinhos, aporbedentelados depois dessa derrota para aquele time grená (Dá-lhe Caxias!) nessa Copa América.
É, o Serge não era lá ezatamente um exemplo de homem que luta para não ser excroto, mas é massa. Pegou a Brigitte quando ela era nova Bardot e cantava fazendo biquinho, screveu Je t'aime, moi non plus, foi pra Jamaica, morreu, etecerrá. "Foi lindo", como diria o pedidor ali da esquina, citando Caetano Veloso. 
De futebol, bom, sugiro o seguinte: que este blog não sirva apenas para falar desse assunto palha, que queima rápido e dá alergia. Que este blog sirva para desafogos interpessoais no sentido lato, cogito ergo sum, isto é, para botar a boca no balão, isto é, na janela sanitária mais próxima. E que o tempo, sempre que piedoso, perdoe-nos as coerências. Beijos me liga. Sobretudo se for para tomar o chá das cinco em ambiente ameno com arejo suficiente para que o conviva convidado possa executar o hábito sujo de levar papel cilíndrico preenchico com fumos especiais (487 substancias nocivas à saúde do senhor patriota, dentre as quais 17 são venenos de rato) à sua não menos súcia boca. Eteceterrá. 
Vive le dimanche! Que quer dizer "viva o domingo", na língua do Cantona, se tu não te deu ao trabalho de procurar no Google-Michaelis, que nem este trocha aqui. Bom. Como concluir este paráfrago?
Faltam exatamente (bem, talvez nem tanto) duzentos dias para o Natal e vai ser tão simples ignorar isso depois que... Quem será feliz daqui a cinco meses? Quem sobreviverá?
Vamo lá, Caxias, rumo à Série B!
C'est la vie en grená.

30 de jun. de 2011

"El club de la segundona", novo filme de Campanella (II)

Depois de ter ganhado o título de Fenômeno e ter desempenhado esse papel não só no futebol, mas também na balada, na zona, na Europa, e na balança, o Ronaldo se recuperou e ainda jogou até quando teve vontade. As razões para o público crítico aceitar isso não é o grau de midiatismo do jogador, nem muito menos a heroização gratuita feita pelo público dos ícones da Globo, do Futebol e da Música. Tudo isso é lorota. A verdade é que as pessoas tomaram carinho pelo senhor que sofreu oito cirurgias no joelho, sempre batalhou em campo e tentou aproveitar o seu dinheiro como qualquer um o teria feito. É por saber isso, justamente, que o Nazário decidiu continuar agradando ao público de duas formas: parando de exibir a sua barriguinha em campo e, a notícia da semana, divulgando, apoiando e administrando o trabalho do nosso querido emo-nejo Luan Santana. Pois sim, eu, que geralmente não trago opiniões futebolísticas, mas fofolísticas, não podia deixar de comentar isso. O Nazário poderá ser o empresário do Luan. Só uma coisa a dizer: Legal.

Por outro lado, nosso outro querido Gaúcho também suscitou notícias fofolísticas nestes dias. Depois de ter ganhado o título de melhor do mundo e ter desempenhado esse papel não só no futebol, mas também na balada, na zona, na Europa e na balança, o Gaúcho passou dos limites, e irritou os torcedores do seu time, que criaram o disque-dentuço. O negócio consiste num número celular disposto para receber denuncias do R10 na balada. O flamenguista insatisfeito com o jogo do melhor do mundo pode ligar para dizer em que local da cidade o Gaúcho está comemorando não ter que jogar no Grêmio, para que ele seja abordado por assistentes do clube e aconselhado a se retirar para descansar melhor. Só uma coisa a dizer: ei, Gaúcho, Romário teve só um.

Ah, sim. O River Plate. Depois de ter ganhado o título de Milhonários e ter desempenhado esse papel não só no futebol, mas também na balada, na zona, na Europa e na balança, o River começou a ter um desempenho ruim, os dirigentes encheram a barriguinha, e o que aconteceu todo mundo sabe. Pro torcedor foi foda porque houve justiça. Como assim, justiça? É, pois ninguém achou que o River fosse cair, porque a grana que se perde dos superclássicos é muita. E não é que caiu, o Milhonário? Vai ver que porque a AFA criou um disque-justiça e os torcedores insatisfeitos ligaram. Os do Boca pelo menos. Agora, como sabemos, justiça gerou justiça e, surpreendentemente, os torcedores portenhos violentaram a cidade, fato nunca acontecido em cidade tão pacata para manifestações. Quanto às perguntas, eu só sei responder a última. Talvez seja esta a razão por que a Petrobrás patrocina o time. Mais informações sérias do caso, aqui.