Seguindo a política deste blog, de noticiar apenas fatos requentados, para que o hipotético leitor possa ter tido a oportunidade de ter a opinião formada por algum meio de informação oficial, venho agora reanunciar que, enquanto no Brasil empreiteiros e empreiteiras tomam champanhe à saúde da superfaturação da Copa de 2014, a Turquia sedia a Robocup, ou Robocopa, que se diferencia da Copa do Mundo porque os jogadores são robôs humanóides, em vez de humanos robóides.
O esporte segue as mesmas regras da FIFA, mas funciona. A seleção japonesa, como não podia deixar de ser, é a maior vencedora, com dez títulos. Seguem-na a seleção alemã, com seis, e a americana, com cinco. O Brasil não tem tradição ativa no evento, mas poderemos ter esperança, caso o X19Moi, nosso craque, seja programado para abandonar o hábito de cair próximo da órbita adversária. Os árbitros (humanos, claro, que é para manter a margem de injustiça e roubalheira, essas especiarias que temperam a carne podre do futebol) não toleram cera. Robô que cai fingindo contusão leva choque na placa mãe. E carrinho por trás é punido com troca do chip.
No Japão (claro), existem também robôs humanóides a serviço do teatro. Diz Fukushi Harakiri, célebre diretor do Teatro Honda-Yamaha, que "os atores robôs são muito melhores do que os humanos, e infinitamente menos estúpidos, capazes de gerar catarse com perfeição".
No Brasil, em Porto Alegre mesmo, podemos encontrar robôs dirigindo ônibus, planejando leis, dirigindo clubes de futebol e escrevendo, que não podiam faltar robôs escritores nessa Paris para os párias.
Somos uma espécie em extinção. Só para lembrar. Nada contra. Estamos sendo informados desse fato desde a invenção da escrita. Só vão restar os que se robotizarem, e estamos bem avançados nesse sentido. Ops. "Sentido", palavra proibida. Eu quis dizer "nessa direção", "nesse objetivo", senhor robô censor de blogs.
Nenhum comentário:
Postar um comentário