Como se imagina, o tempo está passando. Para uns, como em uma música do Kraftwerk, um robô bonzinho vindo pelos corredores corroídos de Chernobil; para outros, como folhas cadentes; e outros, na fila para o câncer de pulmão, sentem o tempo passar conforme se vai acabando o maço de cigarros. Vejam a representação abaixo.
Isso é do Laerte, que se veste de mulher porque (deve ser por isso) as mulheres se vestem cada vez mais como homens, pelo menos lá em Sampa (cidade grande é sempre cheia de estranheirismos).
Parece que lá o tempo passa mais barulhento e poluído. No Rio, mais violento, mas porém com a brisa do mar, a não ser no Leblon, né, onde, dizem, o inverno é quase glacial. Em Porto Alegre, é quase polar. Em Caxias, é uma bosta completa.
Um problema é não sermos urso, para quem o tempo congela no inverno. Outro, pior, é não haver dinheiro e estilo para ir comer fondue com vinho num hotel aquecido na serra. Mas hoje é quarta-feira e, não havendo programa melhor, será possível ver um subfutebol, das dez à meia noite, talvez até com participação, mesmo que medíocre, do teu time. São duas horinhas que passarão sem atravancar o teu caminho, a não ser que sejas poeta, coisa altamente não recomendável, desde o fim da última ditadura.
Entretanto, faça o seguinte teste:
1) Observe a tira abaixo:
2) Você se identificou primeiro com a bola ou primeiro com o jogador?
Se se identificou com o jogador, você corre sérios riscos de ir comer fondue hoje à noite. Se se identificou com a bola, fique tranquilo, você não tem mais jeito.
Agora, se, por alguma falta de razão, você se identificou com o juiz, procure um psiquiatra.

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