11 de jun. de 2012

Roma

Roma é um tomate.
Eu ia dizer que Roma era um chuchu, mas essas coisas não tem por aqui (ao menos não nos negócios indianos abertos na hora da sesta, e pra ser sincero nem mesmo nos superminimercados italianos ou nas fruteiras. Só tomate, e com isso quero dizer também cebola, alho e berinjela, 37 tipos de berinjela). Então Roma é um tomate, vermelhinha e saudável como as bochechas de certas ragazzas nessas tardes de início de verao.
Aqui se joga futebol. Em frente à casa tem uma quadra de futebol sete bem verdinha, onde crianças gritonas (vale dizer italianas) e senhores carecas praticam a arte de levar a bola até a linha de fundo e chutar cruzado na esperança de que a menina desvie em alguma pança/canela/nádega e entre no gol. E funciona. Pelo menos contra a Espanha sem Messi (não há muito o que fazer; pobres Xavi-Iniesta-Fabregas com Fernando “El pereba” Torres na centroavância. Ei, Fernando, tu nao tem 1/10 do talento da tua irma brasileira).
Agora escrevo pra suprir minha própria (e de minha senhora) necessidade de boa crônica em português. Sim, me refiro à Ivan Lessa, que se foi sexta passada e que reeditará O Pasquim no Além com Millor e Fausto Wolff. Na boa, dá até vontade de morrer pra tentar participar da refundação da revista (como o Partido Comunista, que refundaram há pouco na Italia, sabe-se lá por que quê). Vabenne. Fumemos mais um crivo e bebamos mais um vinho pra ver se atalhamos um pouco a estrada.
Que coisa estranha esse egoismo de se sentir triste quando alguém se vai desta pra, como querem crer, uma melhor. Que coisa estranha esse estranhamento com a vida. Que coisa estranha a vida, que é vida de um lado do oceano e ainda vida na outra parte. É óbvio que nao se acaba. É óbvio que é só delírio.
Já escrevi uma lauda? Digamos que sim, que agora devo ir procurar emprego.
Arriscreverci, amici miei.

Um comentário:

  1. Merda, não consigo publicar textos no blogue, e não entendo porquê.. Queria publicar um sobre o Messi, inspirado nos três gols que meteu na seleção do brazil zil zil. Paciência...
    Lhes digo, já disse por aqui: A Espanha será bi-campeã da Euro, para infelicidade de Mourinho, que considerou feia, boba e inútil o toque de bola de Xavi, Iniesta e Fabregas -comandantes do estilo de jogo do selecionado, já que os atletas de Madrid muito pouco brilho emprestam à 'Fúria'.
    E o time da Itália conseguiu ficar um pouco mais bizarro ainda com aquele negão marrento no ataque. E eu jurava que o Baloteli era nigeriano, ganês, norte-americano, algo assim.
    Mas o grande acontecimento do fim de semana no mundo do futebol aconteceu no Intercapizão (ex-perimetralzão). Num desafio intercontinental de duplas, os rivalissíssemos professores-padres-psicanalistas Pablo Picasso Martins e Augusto dos Anjos Nemitz formaram uma improvável parceria e sagraram-se vencedores de partida valendo dinheiro! Exato! Pablo e Augusto estão ricos, finalmente, graças à deus... mãe, um beijo, mãe... pai, toma trouxa! Ricos!! E jogando botão, hein?, quem diria..
    Os detalhes da grande conquista deixo por conta do Augusto, que certamente postará aqui neste blogue. Mas aos amigos Paulo e Elisa, posso adiantar o autor do gol histórico: Va Va Va VA Va Valdano! O craque da camisa número 9. E quem mais poderia ter sido?
    Saudações argentinas!!

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