O massa é que caminham pelas cidades. Descobrem novas distâncias, velhos atalhos. De repente no centro tem uma prefeitura. Uma assembléia (inclusive um dos motivos do protesto era ser contra tirar o acento no ezinho). Uma loja, um banco, um ônibus. Uma lixeira, uma tv. Uma Brasília verde-amarela no meio do caminho. E o Niemayer morreu cedo demais, não pôde ver a homenagem: as sombras de Platão no seu avião naufragado (?) no deserto.
As rádios-esporte, acostumadas a fofocas interclubísticas empresariais, se entregaram às fofocas entre vândalos, hunos, godos, neandertais e demais espécies de cidadãos, sem falar nos contracidadãos gerais.
Reivindicações, rainhavindicações, bobos-da-côrtevindicações. Surpresa! Tinha peãovindicações também. E poetas que alertam: "Cuidado com a intervenção américo-chinesa!". E jogadores-de-videogame que dissertam: "Isso já é a intervenção américo-chinesa!".
A moral é que tamo aí tudo cheio de assunto. Pra quem torcia pelos saudosos anarquistas uruguaios, espanhóis, italianos, mexicanos, nigerianos, taitianos, japoneses e brasileiros, essa é a verdadeira Copa das Confederações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário