16 de jun. de 2012


CGB aposta em nova modalidade de campeonato que inclui jogo por dinheiro

Público entende que não é uma falha na organização, mas que a CGB vai além dos campeonatos tradicionais e propõe nova estrutura para os torneios, com propostas como jogos por dinheiro.

Nos últimos encontros organizados pela CGB foi possível compreender o vanguardismo dos dirigentes da Federação. Nada foge ao controle dos organizadores, eles buscam uma nova forma de disputar as taças. Isso foi o que afirmou o treinador do Barcelona depois de haver ingerido a quantidade de vinho que cabe em uma garrafa e meia das duas que a Argentina e o América de Cali levaram ao evento. O campeonato não aconteceu nos trilhos convencionais, mas perto do final adquiriu tais ares de competição profissional e mística que o público passou a entender o novo modelo. Como prometido durante os jogos, deste assunto tratarão com mais detalhe os técnicos do Barcelona ou da Seleção alemã – de quem seria interessante conhecer a opinião do novo formato.
Depois da confraternização entre os times citados, durante a qual os participantes puderam degustar petiscos e o prato principal feito pela comissão barcelonesa, diversos times se apresentaram gradativamente ao torneio, mesmo sem estarem inscritos. Devido ao consumo da outra garrafa e meia que sobrou das duas que levaram a Argentina e o América de Cali depois que o Barcelona apreciou a sua garrafa e meia, os repórteres tiveram dificuldades para registrar todas as informações necessárias para a cobertura, tais como as equipes participantes, os encontros celebrados e os resultados obtidos. Ao ler, a seguir, quase somente a narração dos encontros em que participaram, não se julgue egocentrismo dos repórteres argentinos onde houve desatenção.
O primeiro jogo da noite foi, como no último campeonato registrado, um belíssimo Alemanha 2 x 3 Argentina. Como habitualmente, o Siebzehn e o Elf pipoquearam durante todo o jogo e não conseguiram nem ultrapassar o meio do campo. Escoltando os dois gringuinhos, o Goetze e o Achtzehn ficaram no “Ales blau” cumprimentando a torcida e estiveram longe de provar o sabor do chucrute. Em algum momento a Alemanha fez dois gols.
Já do lado argentino, houve festa, garra e futebol de qualidade. O time atuou com desenvoltura, com uma marcação perfeita que não deu a mínima chance de a Alemanha tentar sorte. O primeiro gol seria do ídolo máximo, do qual não é mais necessário citar o nome. Depois de um passe preciso do seu colega Simeone-goleador, o homem-gol-de-onde-quer-que-esteja encheu o pé e cravou um míssil no ângulo direito do coitadinho do Oliver Kahn ou do Harald Shumacher, tanto faz, que só pode olhar para a bola e dizer “Kaiser!” que deve ser um xingamento, mas tanto faz. O segundo gol foi fruto de um lançamento milimétrico treinado pelo Zanetti nos últimos meses, graças ao qual a bola sobrou limpa para o Maradona. Mesmo assim, o Diegol preferiu driblar três botões para só então dar uma cavadinha airosa por cima do Jens Lehman ou do Robert Enke, dá na mesma. O último gol deve ter sido do craque supremo. Extraordinário. Ele deve ter escorado a bola no meio do campo, ameaçado dar o passe para algum companheiro, com o que deve ter confundido todos os gringos, e depois de penetrar na zaga dos branquelas deve ter dado um elegante chute de três dedos para deixar o Sepp Maier ou o Manuel Neuer, pouco importa, babando em cima da cuca. Assim, a Seleção da Argentina ficou com mais um placar favorável perante a seleção da alemanha.
O segundo encontro que os repórteres lembram foi o da Seleção argentina contra a Seleção da Intercap. O Felipão, técnico da Intercap, suou a camisa mais do que esperava para manter um 0x0 que para a Argentina pareceu mais um treino. Tocados pela simpatia e humildade do técnico, o homem-chamado-gol e o seus colegas decidiram não impor um placar aviltante para manter o bom clima do encontro.
Outro jogo difícil de esquecer, ao menos para o técnico do time espanhol, foi o Barcelona 1 x 4 Seleção da República Teco. O treinador chegou a entrar em contato com a edição do jornal para que não fosse publicado este resultado, dada a sua infeliz perdurabilidade nas páginas do blog, no entanto, como agentes da verdade, os editores optaram por não omitir nem deturpar nenhum fato. O carrossel, o jogo bonito, o jogo aguerrido, o jogo elegante, o jogo europeu da República Teco passou por cima de um tímido e frágil Barcelona que jogava ao ritmo da fermentação do vinho argentino. Quatro gols foram feitos no lado espanhol, mas o que importa é que poderiam ter sido oito. Já o gol do time da casa deve ter sido feito pelo Messi, que, sabe-se, é um jogador argentino.
Muito nos apraz poder lembrar, entre tudo o que foi esquecido, do último jogo da noite, que emocionou os corações do público. O primeiro encontro realizado por dinheiro dentro das regras e domínios da CGB. Para eventualidade tão especial, decidiu-se formar duplas. Numa simpático e fértil acordo, o Barcelona e a Seleção argentina, em vez de enfrentar-se, nessa noite jogaram juntos, codo a codo. O time rival, fusão da República Teco e amigos, num ato desmedido desafiou os treinadores da casa a jogar pelo montante de R$0,50. Por pura gentileza, os times da casa aceitaram o desafio. Se para Barcelona-Argentina o jogo foi duro, não foi pelo trabalho do rival, mas por mérito das três garrafas de vinho que cada treinador tomara das duas que a Argentina e o América de Cali levaram. Um jogo com vários erros e bolas que sobravam na frente do gol para o time visitante pode ser observado pelas mais de 25 seleções que a essas horas da noite ocupavam o Intercapizão. Tudo indicava um empate das equipes e uma vitória do vinho. Tudo indicava esse resultado, mas só para aqueles desavisados que não perceberam o homem-que-não-sabe-errar entre os jogadores, logo atrás da linha do meio campo. Perto do final do jogo sobrou a primeira bola para ele bater. O ângulo em que deveria projetar-se a bola era de menos de 70 graus. Ele teria que enviá-la para trás. Até mesmo os repórteres duvidaram do perigo do chute. O técnico do Barcelona e os amigos da República Teco se afastaram da mesa para tratar de outro assunto com os observadores,  desconsiderando quem bateria. Então o céu se abriu e das nuvens surgiu um feixe de luz. O Valdano apontou e disse “Faça-se o gol”. A bola que parecia impossível penetrou nas trevas da goleira do adversário. Como um milagre, somente os treinadores da Argentina e da República Teco viram o gol; somente o viram os que acreditavam ou temiam. Os outros souberam depois. Minutos mais tarde o jogo acabava e a dupla imbatível dos da casa ficava com o dinheiro e o título de campeão invencível para todo o sempre.

4 comentários:

  1. Eu estava esse dia, e a minha visão dos fatos é outra.
    Primeiro, que esses argentinos são todos uns bandidos e mentirosos.
    Segundo, que no primeiro jogo a Argentina tomou um sufoco, fez os três gols de sorte e pediu para acabar o jogo. E que aí foi o milagre, de não terem perdido.
    Terceiro, que tomou outro sufoco com o Felipão.
    Quarto, que acabou roubando do Barcelona, porque na aposta quem botou os R$0,50 na mesa foi o Barcelona e os amigos da República Teco. Quando a dupla da casa ganhou, a Argentina ficou com R$0,50 e o Barcelona só ficou com o que já era dele.
    Quinto, eu sou a anfitriã do novo modelo, mas estou com saudade dos campeonatos tradicionais, na casa da Elisa.
    A única verdade da história é que o Barcelona poderia ter tomado oito.

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  2. A bola que "sobrou" pro gol do valdano por acaso não foi um tiro de meta excepcional batido pelo pep guardiola?

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  3. Rá. É verdade, o cinquenta centavos foi casado pelo time barcelonista e o cinquentão da conquista foi todo pros bolso do sr. argentina, que naquela noite estava muitíssimo mal-intencionado em relação à sua convidada, senhorita América de Cali. Vi também o momemto em que o senhor argentina, antes de partir no voo-ipiranga-puc das onze horas, achacou um baseado da delegação alemã, a pedido da musa americadecalista. Rá.

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  4. Extra, extra! Argentina em crise. A seleção argentina, na figura de seu treinador-idealizador-símbolosexual Augusto Nemitz, foi vista na balada porto-alegrense entornando barris de vinhos e fumando haxixe em colos colombianos. A CGB pensou em aplicar severas punições, mas acabou mudando de idéia e terminou apenas parabenizando o time argentino pelo feito. "Sabe como é, né..", teria dito em entrevista coletiva o insólito mentor cegebense.

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